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Conheça Salvador

Conheça Salvador

Em 1536, chegou na região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

Primeiro Brasão de Armas da cidade de Salvador, meados do século XVII.Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa, e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província, e foi por muitos anos a maior cidade das Américas. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de 3 anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro, e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que seu substituto estava a caminho: "Vêdes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas seu filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.

Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.

Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia, centrada no comércio com engenhos instalados no vasto Recôncavo.

A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açúcar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século, a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

O Pelourinho em 1900.Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.

Em 1809, o Conde dos Arcos iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em 1812, ele inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a platéia com seus maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.

Em 1835 ocorre a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês.

Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos Ministros de Gabinete no II Reinado, tais como Saraiva, Barão do Rio Branco, Sousa Dantas e Zacarias.

Com a proclamação da República do Brasil, a capital do estado foi palco de incidentes na sucessão, com lutas entre populares e a polícia, como o que culminou com a deposição do governador José Gonçalves da Silva.

Em 1912 as disputas culminaram no bombardeio da capital, com a destruição total de grande parte de sua história.

Quando o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, aportou na enseada, onde hoje se localiza o Porto da Barra, em 29 de março de 1549, com três naus, duas caravelas e um bergantim, tinha ordem expressa do Rei de Portugal, D. João III, para fundar uma cidade-fortaleza, chamada do São Salvador, devido a sua localização e qualidades portuárias.

Coube ao mestre-de-obras lusitano, Luís Dias, executar a construção da fortaleza. O plano mais alto do sítio, que compreende a atual Praça Castro Alves até Santo Antonio Além do Carmo, fora escolhido para as primeiras instalações. Inicialmente erguido de barro e taipa, o Palácio do Rio Branco abrigou o governo de Tomé de Sousa.

Vieram nas embarcações do governador-geral mais de mil pessoas, entre elas, o primeiro médico nomeado para o Brasil, Dr. Jorge Valadares, o farmacêutico, Diogo de Castro, 600 militares, degredados, fidalgos e os primeiros padres jesuítas.

Arraial do Pereira

Ao desembarcar, Tomé de Sousa foi recebido por Diogo Álvares, que naufragara nas águas da baía em 1509, e fora acolhido pela tribo de Tupinambás que vivia na região. Então, o europeu Diogo passou a chamar-se de Caramuru e casara-se com a índia Paraguaçu, filha do cacique Taparica. Paraguaçu, posteriormente, batizada na França, recebeu o nome de Katherine du Brézil. Tornaram-se o primeiro casal cristão do Brasil. Caramuru desempenhou importante papel na construção de Salvador.

Antes da fundação da primeira capital do Brasil, em 1536, chegou o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que fundou o Arraial do Pereira nas imediações de onde está a Ladeira da Barra (no período de fundação de Salvador era conhecida como Vila Velha). Pereira Coutinho desencadeou diversas revoltas indígenas devido a sua crueldade e acabou morto numa festa antropofágica dos índios, em Itaparica.

Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, em 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o jesuíta José de Anchieta e órfãs para servirem de esposa para os colonos. O terceiro governador-geral foi Mem de Sá, que governou até 1572. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

Salvador despertou cobiça

Os primeiros escravos que aportaram na capital do Novo Mundo vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique, a partir de 1550. A chegada dos escravos africanos impulsionou a cultura da cana-de-açúcar, do algodão, fumo e a criação de gado, na região do Recôncavo.

Devido à localização estratégica, o porto de Salvador servia de apoio logístico para a navegação no Atlântico, ao sul da linha do equador, e para exportação de açúcar. Em 1583, Salvador já tinha duas praças, três ruas e cerca de 1600 habitantes. A sua localização e riquezas atraíram a atenção de aventureiros. No Final do Século XVI e início do Século XVII, eram constantes saques e bombardeios de corsários ao porto de Salvador.

Em 1580 ocorreu a união das coroas portuguesa e espanhola, situação que contrariou interesses estrangeiros. Ao expirar o tratado de paz entre a Espanha e os Países Baixos, em 1624, a Companhia das Índias atacou Salvador. Os invasores permaneceram por 11 meses até serem expulsos pela armada espanhola. Mais uma tentativa dos holandeses acorreu no ano de 1638, comandada por Maurício de Nassau. Mas a investida não obteve êxito.

A sede do Vice-reino foi transferida para o Rio de Janeiro em 1763. Em 1808 Salvador recebeu a família real portuguesa, ela fugia de Napoleão Bonaparte que invadia a Europa. Na ocasião, o príncipe-regente, D. João VI, fundou a primeira Escola Médico-Cirúrgica, no Terreiro de Jesus, que se tornou a primeira faculdade de Medicina do Brasil.

Salvador foi construída pela miscigenação (brancos, negros e índios), de Catarina Paraguaçu, a índia que se tornou européia e Diogo Caramuru, o europeu acolhido pelos índios, pelos escravos africanos que aqui fincaram novas raízes. Também foi chamada de Roma Negra, por ser considerada a cidade de maior população negra fora da África.

Junto a essa mistura, sua bandeira simboliza a liberdade e a esperança com uma pomba carregando um ramo. “Sic illa ad arcam reversa est", em português: "e assim a pomba voltou à arca".


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